Política de Privacidade
Como o Terap-IA Kids trata dados pessoais, incluindo dados de saúde de crianças, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018).
Última atualização: 4 de agosto de 2026
1. Quem trata os seus dados
O Terap-IA Kids é um produto operado por Jailson da Silva Ferreira, inscrita no CNPJ 49.383.806/0001-03. É essa pessoa jurídica que figura como controladora ou operadora nos termos desta política, conforme o caso descrito abaixo.
Esta distinção organiza toda a política. Em relação aos dados da conta profissional — nome, e-mail, especialidade, registro no conselho — o Terap-IA Kids é controlador: decidimos a finalidade e os meios do tratamento.
Em relação aos dados de pacientes — crianças atendidas e seus responsáveis — o Terap-IA Kids é operador. A clínica ou o profissional que os cadastra é o controlador: define por que trata esses dados, obtém o consentimento do responsável legal e responde pela relação com a família. Nós os tratamos apenas para prestar o serviço, seguindo as instruções da organização.
2. Quais dados são tratados
Da conta profissional: nome, e-mail, senha (armazenada apenas como hash criptográfico, nunca em texto legível), especialidade, número de registro profissional, papel na organização e data de aceite destes documentos.
Da organização: nome, tipo de plano, logotipo quando enviado, e registros de consumo de inteligência artificial (quantidade de gerações e contagem de tokens, sem conteúdo clínico).
Dos pacientes, inseridos pelo profissional: nome, data de nascimento, diagnóstico ou hipótese diagnóstica, nome e contato do responsável, anamnese (queixa principal, histórico gestacional e de parto, desenvolvimento, histórico de saúde, contexto familiar e escolar, rotina e comportamento), observações de cada sessão, documentos gerados e medidas de resultado (metas e pontuações).
Trata-se, em sua maior parte, de dado pessoal sensível de saúde de menor de idade, categoria que recebe proteção reforçada pelos artigos 11 e 14 da LGPD. É por isso que o tratamento descrito aqui é mais restritivo do que o de um software comum.
3. O que é enviado à inteligência artificial
Esta é a parte que mais gera dúvida, então é descrita em detalhe. Para gerar cada documento, enviamos ao provedor de IA um texto contendo:
- apenas o primeiro nome da criança — nunca o nome completo;
- idade em anos e diagnóstico ou hipótese diagnóstica registrada;
- nome e especialidade do profissional responsável;
- o histórico da anamnese, com cada seção limitada a 400 caracteres;
- as metas terapêuticas em acompanhamento e, no relatório consolidado, as pontuações de resultado do período;
- as observações escritas pelo profissional sobre a sessão.
Nunca são enviados: sobrenome do paciente, nome ou contato do responsável, endereço, ou qualquer identificador direto além do primeiro nome. Essa minimização é aplicada por código, não por recomendação de uso.
Se o profissional optar por ditar as observações por áudio, a gravação é enviada ao mesmo provedor apenas para transcrição e descartada em seguida: o áudio não é armazenado pela plataforma. Fica somente o texto transcrito, e apenas se o profissional o mantiver no registro da sessão.
O provedor de IA processa o texto e o áudio para devolver o resultado e não os utiliza para treinar seus modelos, conforme os termos de uso comercial de sua interface de programação.
4. Finalidades e bases legais
Dados da conta: execução do contrato de prestação do serviço (art. 7º, V) e cumprimento de obrigação legal quanto a registros fiscais e de auditoria (art. 7º, II).
Dados de pacientes: tratados por nós exclusivamente a pedido e sob instrução do controlador, para viabilizar a documentação clínica. A base legal perante o titular é de responsabilidade da organização controladora — tipicamente o consentimento específico e destacado do responsável legal (art. 11, I, e art. 14) ou a tutela da saúde por profissional de saúde (art. 11, II, "f").
Não utilizamos dados de pacientes para publicidade, não os vendemos e não os compartilhamos com terceiros além dos subprocessadores listados abaixo.
5. Com quem os dados são compartilhados
Utilizamos os seguintes subprocessadores, cada um com finalidade específica e limitada:
| Fornecedor | Finalidade | Local de processamento |
|---|---|---|
| Supabase | Hospedagem do banco de dados (todos os dados do sistema) | Brasil (região São Paulo) |
| Vercel | Hospedagem e execução da aplicação | Estados Unidos, com processamento de requisições na região São Paulo |
| OpenAI | Geração dos textos por inteligência artificial | Estados Unidos |
| Resend | Envio de e-mails transacionais (convite, redefinição de senha, envio de documento) | Estados Unidos |
| Meta (Facebook/Instagram) | Medição de anúncios nas páginas públicas — nunca dentro da área do profissional, onde ficam os dados de pacientes | Estados Unidos |
| GitHub | Armazenamento das cópias de segurança diárias do banco, cifradas antes do envio — o conteúdo não é legível pelo fornecedor | Estados Unidos |
O banco de dados, onde ficam todos os dados clínicos, está hospedado em território brasileiro. As transferências internacionais restringem-se ao processamento pelos demais fornecedores, amparadas em cláusulas contratuais de proteção equivalentes (art. 33, II, "a").
6. Por quanto tempo os dados são guardados
Dados de pacientes permanecem enquanto a organização mantiver o cadastro ativo. A organização pode excluir definitivamente um paciente a qualquer momento pela própria plataforma, o que remove em cascata suas sessões, anamnese, documentos e medidas de resultado.
Permanecem após a exclusão, por necessidade de rastreabilidade e sem conter dado clínico: registros de auditoria das operações sensíveis (quem exportou, enviou por e-mail ou excluiu o quê, e quando) e registros de consumo de inteligência artificial, que contêm apenas contagens.
Dados da conta profissional são mantidos enquanto a conta existir e por prazo adicional necessário ao cumprimento de obrigações legais.
7. Segurança
Medidas efetivamente implementadas, e não apenas pretendidas:
- tráfego integralmente por HTTPS;
- senhas armazenadas com hash bcrypt, irreversível;
- sessão por token de curta duração em cookie inacessível a scripts, com rotação do token de renovação a cada uso;
- isolamento entre organizações verificado em cada operação de leitura e escrita — nenhuma clínica acessa dados de outra;
- tokens de convite e de redefinição de senha guardados apenas como hash;
- limitação de tentativas de login e de recuperação de senha, contra ataques de força bruta;
- registro de auditoria das operações sensíveis sobre dados de pacientes;
- cópia de segurança diária do banco, cifrada antes de sair do servidor — o fornecedor que a armazena não tem acesso ao conteúdo.
Nenhum sistema é imune a incidentes. Em caso de incidente de segurança com risco relevante, comunicaremos a organização controladora e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados nos prazos legais.
8. Cookies e medição de anúncios
Cookies essenciais. Mantêm você autenticado. Sem eles a plataforma não funciona.
Cookies de origem. Quando você chega ao site por um anúncio ou por um link identificado, guardamos qual campanha o trouxe, para sabermos quais divulgações funcionam. São cookies nossos, lidos apenas por nós, e contêm somente o nome da campanha — nenhum dado pessoal, nenhum identificador que siga você por outros sites.
Pixel de medição da Meta. Nas páginas públicas — página inicial, cadastro, documentos legais — pode operar o pixel do Facebook/Instagram, que informa à Meta que uma visita ocorreu e permite medir o resultado dos anúncios. A Meta pode relacionar essa visita à sua conta nela, se você tiver uma.
O pixel nunca opera dentro da área do profissional. A partir do momento em que você entra na sua conta, nenhuma informação de navegação é enviada à Meta — nem quais pacientes você abriu, nem quais documentos gerou. Essa separação é técnica, não apenas uma promessa: o código de medição não é carregado nessas páginas.
Você pode bloquear os cookies não essenciais nas configurações do navegador ou com uma extensão de bloqueio. A plataforma continua funcionando normalmente.
9. Direitos dos titulares
Nos termos do artigo 18 da LGPD, o titular pode solicitar confirmação de tratamento, acesso, correção, anonimização, portabilidade, eliminação, informação sobre compartilhamento e revogação do consentimento.
Para dados de pacientes, o pedido deve ser dirigido à clínica ou ao profissional responsável pelo atendimento, que é o controlador desses dados. Se o pedido chegar diretamente a nós, iremos encaminhá-lo ao controlador e apoiá-lo tecnicamente no atendimento.
Para dados da conta profissional, o pedido pode ser enviado diretamente a terapiaiakids@gmail.com.
10. Alterações desta política
Mudanças relevantes serão comunicadas por e-mail ou dentro da plataforma antes de entrarem em vigor. A data da última atualização consta no início desta página.
Dúvidas sobre privacidade e proteção de dados: terapiaiakids@gmail.com.